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Governo amplia desoneração de combustíveis por 30 dias
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 09/10/2026
Por: Assessoria
Medidas
valem por 30 dias, zeram tributos federais sobre a gasolina e reforçam subsídios
ao etanol e ao diesel importado
O
governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) um novo pacote para reduzir a
carga tributária sobre combustíveis
e ampliar subsídios ao setor, com custo adicional estimado em R$ 5,2 bilhões em
30 dias. As medidas foram apresentadas pela equipe econômica a 16 dias do
segundo turno das eleições e atingem gasolina, etanol hidratado, produtores de
etanol e diesel importado.
A
principal mudança está na gasolina. A redução de tributos federais passa de R$
0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e
Cide-Combustíveis pelo prazo inicial de um mês. O governo informou que a medida
poderá ser revista ou prorrogada, conforme a avaliação das condições
econômicas.
O
pacote também mantém benefícios ao etanol hidratado, amplia o subsídio
destinado aos produtores de etanol e reforça a subvenção ao diesel importado.
No conjunto, gasolina e etanol têm impacto estimado em R$ 3,6 bilhões em 2026,
enquanto o reforço ao diesel importado deve custar cerca de R$ 1,6 bilhão no
período de 30 dias.
Gasolina
tem tributos federais zerados por um mês
Com
a decisão, a gasolina passa a ter desoneração federal maior, chegando a R$ 0,89
por litro. A medida zera PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis, tributos
cobrados pela União sobre o produto, e terá validade inicial de 30 dias.
A
equipe econômica estima custo de R$ 2,4 bilhões por mês apenas com a redução
tributária da gasolina. Ao anunciar o pacote, o governo informou que a
continuidade da medida dependerá de nova avaliação ao fim do período inicial.
Etanol
e diesel importado entram no pacote
Além
da gasolina, o governo manteve a desoneração de R$ 0,19 por litro sobre o
etanol hidratado e ampliou o subsídio aos produtores, que sobe de R$ 0,25 para
R$ 0,43 por litro. Esses benefícios compõem o impacto estimado de R$ 3,6
bilhões em 2026 para gasolina e etanol.
No
diesel importado, a subvenção adicional será de R$ 1,40 por litro, valor que se
soma aos R$ 2,12 já previstos. Segundo o documento, essa ampliação terá custo
aproximado de R$ 1,6 bilhão em 30 dias.
Crédito
extraordinário reforça subsídios
Paralelamente
ao anúncio das desonerações e subvenções, o governo abriu crédito
extraordinário de R$ 7,52 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, por
meio da Medida Provisória 1.395, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial
da União.
Os
recursos serão destinados a programas de subvenção econômica à produção e à
importação de combustíveis. Do total, R$ 6,17 bilhões irão para o diesel de uso
rodoviário, enquanto R$ 1,35 bilhão financiará ações relacionadas a outros
derivados de petróleo. O documento informa, no entanto, que esses valores
cobrem os subsídios atuais.
O
crédito extraordinário será destinado à Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por ações ligadas às subvenções
econômicas previstas nas medidas provisórias editadas neste ano.
Governo
cita alta do petróleo e conflito no Oriente Médio
O
ministro do Planejamento, Bruno Moretti, atribuiu as medidas à continuidade da
alta internacional do petróleo
e aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis.
Segundo ele, o barril do tipo Brent ultrapassou US$ 100, ante aproximadamente
US$ 70 antes do conflito, enquanto as margens internacionais de refino também
subiram e passaram a pressionar os preços dos derivados.
“Por
essa razão, então, nós estamos zerando a tributação federal, PIS/Cofins e Cide
sobre gasolina pelo período de um mês para que a gente possa reavaliar as
condições.”
O
ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende usar o
aumento da arrecadação com receitas petrolíferas para reduzir os efeitos da
alta dos combustíveis sobre a população.
“Estamos
reforçando a linha de usar os recursos que a gente tem percebido de aumento de
arrecadação para proteger a população brasileira”, declarou Durigan.
Compensação
fiscal virá de receitas do petróleo
Segundo
o Ministério do Planejamento, as renúncias ligadas à gasolina e ao etanol serão
compensadas com receitas extraordinárias de petróleo da União. A pasta informou
que o objetivo é garantir neutralidade fiscal.
Em
nota, o ministério afirmou que as medidas são temporárias, valem apenas para
2026 e poderão ser revistas conforme a conjuntura econômica e a disponibilidade
orçamentária e financeira.
Na
prática, o pacote reduz a tributação federal sobre a gasolina por um mês e
reforça a política de subsídios a outros combustíveis, mas o governo condiciona
a continuidade das ações à reavaliação das condições de mercado e do espaço
fiscal disponível.
Prompt
de imagem/infográfico: criar infográfico jornalístico em formato horizontal,
com fundo claro e elementos visuais de posto de combustível, bomba de gasolina
e barril de petróleo. Destacar o custo total de R$ 5,2 bilhões em 30 dias, a
desoneração de R$ 0,89 por litro da gasolina, a manutenção de R$ 0,19 no
etanol, o subsídio de R$ 0,43 aos produtores de etanol e a subvenção adicional
de R$ 1,40 ao diesel importado. Usar cores sóbrias, boa leitura em mobile e
hierarquia clara dos números.
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